Rede de apoio: Entre amigos que somem e a ajuda que realmente salva.

O Mito da “Vila”: É preciso uma aldeia para educar uma criança?

Hoje em dia se fala muito em rede de apoio, não posso dizer que é fundamental pois muitos pais hoje em dia moram longe de sua família e contar com a ajuda de “amigos” em um momento tão conturbado nem sempre vai dar certo. As expectativas nem sempre se realizam e quem perguntou sempre durante a gravidez some como em um passe de mágica, mas também pode aparecer aquele anjo diretamente do céu para um dia de conversa com a mãe nos momentos que ela está sozinha e exausta com o bebê.
Por aqui não criamos expectativas sobre isso e colocamos que seríamos nós por nossa filha e com isso evitamos algumas frustração sem dúvidas, mas aquele amigo/a que nunca apareceu machucou bastante.

Os Avós: Os marinheiros veteranos.

Uma ajuda real é dos avós ao longo dos dias o fato de ter uma pessoa de fora principal para a mãe muda muito o dia a dia. O pai normalmente vai voltar ao trabalho logo e a mãe vai passar o dia sozinha com toda aquela responsabilidade nos braços, as vezes sem tomar banho, sem comer direito, conversando com o bebê que ainda nada responde.


Por aqui sempre falamos sobre os limites nos palpites nunca fomos totalmente contra aos concelhos, mas queríamos criar nossos costumes já que a grande parte do tempo era só nós três e alguns conselhos de antigamente não se aplicam mais e falávamos com nossos pais sobre isso e não foi difícil de lidar. Agora você pedir que seus pais aceitem o bebê sem meia durante o dia, aí é batalha perdida marujo.
Aqui precisamos de equilíbrio entre toda a gratidão e nos mantermos no comando do nosso navio.

Amigos: Os que somem e os que ancoram.

A vida toma rumos diferentes e isso muda nossos ciclos de amizade e tá tudo bem, não podemos exigir nada de ninguém, o nosso momento é o da maternidade/paternidade.
Ainda assim tem aquelas pessoas que passam a gravidez perguntando, falando “não vejo a hora de nascer”, vamos fazer isso e aquilo, mas quando nasce, somem.
A dor é nossa, mas o sentimento é de que aquela pessoa não se importa com o nosso bebê e isso machuca e deixa algumas marcas as vezes.
Mas ao mesmo tempo existem aqueles que chegam para um tempo de conversa, com algo para comer e salva aquele sentimento de solidão que a mãe estava sentindo.
O nosso tempo mudou e é preciso valorizar quem entende isso.

A Ajuda que Ajuda vs. A Ajuda que Atrapalha.

Nessa fase existe os dois tipos de ajuda, aquelas pessoas que querem apenas ir ver o bebê e aquelas que querem ajudar os pais.
O bebê não precisa de cuidados externos a mãe e o pai vão dar todo cuidado que ele precisa, a ajuda aqui deve ser para os pais, principalmente para a mãe que segura o dia a dia muitas vezes sozinha até o pai voltar do trabalho.
Então uma visita que vai para ver o bebê e ir embora é completamente diferente de uma que olha o bebê mesmo que no carrinho ou até mesmo no chão para a mãe poder terminar de comer.

No início, não aceitamos muitas visitas, já que a Maria nasceu em um período de frio, tempo propício para gripes com consequências devastadoras para um RN. Eram mais os avós e tio e tia as vezes visitando nesse período e na rack próximo a porta um vidro de álcool em gel para todos passarem nas mãos ao entrarem em casa. Ele segue lá até hoje, mas com menos exigências.

Quando a Rede de Apoio é apenas o Casal.

A sua família é a sua base ou seja, você e sua esposa. Quando temos rede de apoio próxima é muito bom e ajuda em muitos casos e momentos, mas se você não tiver sejam um o apoio do outro, conversem o máximo possível, fortaleça a união do casal, se ajudem em tudo que for possível. Como eu já mencionei sobre a relação do casal após o bebê, a união de vocês é o que mantém o barco no primo quando a rede de apoio externa falha.
Afinal nas madrugadas o revezamento é 2×2 e não tem mais ninguém alí, a troca da fralda é sua ou dela e vocês vão dar conta, busque força um no outro, olhe tudo o que ela faz pelo seu filho(a) e valorize que sem dúvidas ela também irá valorizar o seu esforço e tornar tudo um pouco mais leve.

Não tenha vergonha de pedir socorro.

Esse é um momento de extrema vulnerabilidade de ambas as partes, a mãe se sente sobrecarregada, cansada, com os sentimentos a flor da pele. O pai sente que precisa abraçar o mundo e resolver tudo até a futura faculdade do bebê.
Mas por mais que pareça vocês não estão sozinhos no mundo e não precisam resolver tudo agora, peçam ajuda, socorro se for necessário, só não tente resolver tudo sozinho e se fique a deriva na imensidão do mar.
Pedir ajuda é sinal de inteligência emocional e pode salvar a sua saúde mental nesse período. Eu mandei várias mensagens pedindo para minha sogra ir ficar com minha esposa e filha, sempre falei para ela não fazer nada dos serviços da casa pois eu faria quando chegasse do trabalho ou tivesse tempo.

1 comentário em “Rede de apoio: Entre amigos que somem e a ajuda que realmente salva.”

  1. Pingback: Introdução Alimentar: A jornada do peito para o pratinho colorido. - Meu diário de pai de primeira viagem

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima