Introdução Alimentar: A jornada do peito para o pratinho colorido.

O Fim da Exclusividade: Adeus apenas ao “Tetê”.

Vamos criando uma expectativa muito grande sobre os avanços do bebê em seu desenvolvimento em todos os sentidos.
O aleitamento materno beneficia o bebê em todos os sentidos nos primeiros meses, mas, com o passar do tempo, nós aguardamos as novas fases e a introdução alimentar é uma das mais aguardadas.
Mas também precisamos esperar o momento certo, o bebê precisa apresentar alguns sinais antes de iniciar esse processo como, mostrar interesse pelo que nós comemos, levar objetos à boca e o principal sentar com pouco apoio e se manter por um tempo nessa posição.
Mas o principal é consultar o pediatra sobre as evoluções do bebê e a hora de começar, por aqui começamos com 6 meses somente frutas e só 1 mês depois com as refeições.

Papinha ou BLW? A Grande Dúvida.

Hoje em dia é essa a grande discussão. Os avós vão perguntar sobre a tradicional papinha. Ela funciona bem porque nós amassamos os alimentos (sem bater no liquidificador), facilitando a transição, por ser amassada e misturando todos os ingredientes se torna uma transição mais fácil e isso garante mais nutrientes no início da introdução alimentar.
Já o método BLW que basicamente são os alimentos em pedaços para o bebê sentir mais a textura e conhecer os alimentos e no início isso pode ter um lado mais negativo pelo fato do bebê não comer o que precisa por ficar mais tempo “sentindo a textura dos alimentos”. Sem falar também aquele medo de engasgar que vai estar presente em nossas vidas por muitos anos pela frente.


Aqui usamos uma introdução alimentar mista, as comidas nós primeiros meses foram amassadas e as frutas dávamos sempre que possível em pedaços para a Maria poder pegar e sentir o que estava comendo.

O “Cenário de Guerra”: Sujeira e Diversão.

Você que está lendo agora se assim como eu tiverem aquela necessidade de manter as coisas organizadas e limpas. A introdução alimentar muda a nossa rotina de limpeza. Por isso devemos encarar este momento como uma experiência de desenvolvimento e descobertas sensoriais.
Então o olhar precisa passar a ser pela diversão e ver os pequenos avanços que o bebê vai fazendo tanto na forma de comer e na quantidade que come.


Então você prepara uma comidinha equilibrada, com legumes no vapor, arroz, feijão e não pode faltar o clássico brócolis e alguns temperos básicos para dar aquele gostinho especial e vai para a guerra.
Cadeirinha para alimentação no lugar, pratinho a postos, colherzinha de silicone e o sonho de que a Maria iria comer tudo, mas termina com comida no cabelo e por todos os lados, uma loucura, mas a carinha dela ao colocar na boca uma fruta docinha ou aquela careta ao comer um kiwi não tem preço.

O Kit de Sobrevivência.

No início da introdução alimentar alguns itens ajudam muito e com o tempo vão perdendo a utilidade e outros usamos até hoje.
Por aqui usamos uma cadeirinha de alimentação própria para bebê, que é muito fácil de limpar, tem cintos de segurança e um apoio para o prato, que pode ser removido para colocar diretamente na mesa de jantar.
O kit de silicone, prato com ventosa, colher e o babador com aquela “catador de migalhas” para evitar que o jantar vire um disco voador.
O pratinho com ventosa nós usamos somente no começo e salvou algumas vezes da Maria virar o prato cheio de comida no chão, então no início ele ajuda, mas depois perde um pouco da utilidade.
Aqui também começamos a iniciar a transição com a água, passando a usar os copinhos de treinamento para ir acostumando e evitar vazamento.

O Papel do Pai na Cozinha.

Como eu já disse sobre a nossa rede de apoio, a divisão das tarefas na cozinha é essencial para não sobrecarregar ninguém e aqui temos uma grande oportunidade de ajudar nessa divisão, a mãe tem o papel fundamental da amamentação e nos podemos entrar em ação na nutrição do bebê, por aqui minha esposa não amamentou a Maria por muito tempo e entramos com as fórmulas muito cedo, então ela fez questão de preparar tudo na introdução alimentar.
Então eu fazia mercado e cuidava da Maria para ela preparar tudo com tranquilidade, levava a Maria para passear pelo bairro, estávamos sempre fazendo alguma atividade juntos.
Mas se você souber e gostar de cozinhar é o momento perfeito para ajudar nos preparos, pesquisar sobre as melhores coisas para fazer.

Conclusão: Paciência é o Prato Principal.

Aqui está o grande segredo da introdução alimentar, a paciência é o grande segredo e o que vai definir o futuro de como as coisas vão se desenrolar.
Muitas vezes o bebê não vai comer muito ou não vai aceitar algum dos alimentos que estão ali no meio isso é completamente normal e precisamos aceitar isso.
O fundamental é continuar criando bons hábitos e focando na experiência e o bom desenvolvimento do bebê já que a alimentação está diretamente ligada ao desenvolvimento, ao f apresentar os alimentos em pedaços, você estimula os muscular da boca, o que ajudar na fala futuramente, ao servir alimentos saudáveis também garante uma melhor imunidade para o seu bebê entre outras coisas que se iniciam nesse período.

1 comentário em “Introdução Alimentar: A jornada do peito para o pratinho colorido.”

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