Além de Pai e Mãe: O Resgate do Casal.
Com a chegada do bebê uma transformação total acontece na vida da família,o bebê exige cuidados intensos que demandam a atenção total dos dois.
Logo após o nascimento a conexão com a mãe é absoluta e indiscutível, o bebê conhece os batimentos do coração da mãe, e essa conexão não foi cortada com o cordão umbilical, mas transformada.
Nasceu uma mãe e um pai, mas ainda precisa existir o casal, a conexão marido e mulher também precisa se transformar e encontrar novos meios de amor.
Quando o Diálogo Vira uma Lista de Tarefas.
Agora é tudo novo e nós precisamos aprender a cuidar de um bebê, de nós e também do outro. Eu sei é uma verdadeira batalha todas as novidades e obrigações no meio de muitos momentos de exaustão.
As conversas viram listas de tarefas e um questionário do que aconteceu com o bebê durante o dia, se mamou, fez cocô, tomou banho entre tantas outras perguntas sobre o bebê.
Esquecemos um do outro.
O Luto da Rotina Antiga (E o Novo Formato do Romance).
A relação mudou e nos primeiros meses é difícil lidar com isso, os passeios sem horário para sair ou voltar já não existe mais, ficar até mais tarde acordado por vontade própria é impossível, muitas vezes vai ser difícil almoçar ou jantar juntos.
Precisamos aceitar essa transformação e aceitar que o romance mudou de formato, o cuidado do bebê é uma forma de amor entre marido e mulher.
Contudo ainda precisamos encontrar o afeto diretamente com o outro, para de fato manter o relacionamento evoluindo e mesmo com todo cansaço se fortalecendo.
Micro-momentos de Conexão no Meio do Caos.
O mundo idealizado pelas redes sociais de que “o casal precisa jantar fora e ou sair sozinhos toda semana para se manter bem” não existe nos primeiros meses.
Em primeiro lugar, nós sempre carregamos aquele questionamento interno de que ninguém cuidará do bebê como nós, não vão saber os costumes e “manias” do bebê. Por aqui me preocupo com isso ainda hoje diga-se de passagem.
Segundo a nossa filha é obrigação nossa, vamos precisar de ajuda em muitos momentos, mas não podemos usar o outro.
Acredito que o segredo está nos pequenos momentos de conexão que podemos criar em meio ao caos. Podemos assistir uma série/filme enquanto o bebê dorme, sentar para tomar café e conversar por alguns minutos enquanto o bebê fica na cadeira de balanço ao lado, um abraço e um beijo mais demorado na cozinha.
Um Ótimo Pai Não é o Mesmo que um Ótimo Marido.
Podemos nos colocar em uma armadilha perigosa e pensar que por estar fazendo o melhor de nós como pais, também estamos sendo bons maridos.
Claro que os cuidados com o bebê geram uma admiração e se torna também um novo tipo de amor, porém o casamento precisa de mais do que admiração.
Eu sempre busquei ser o melhor pai para a Maria e tenho conseguido fazer o meu melhor com erros e acertos. A mãe da Maria me ama por isso, mas eu estava falhando como um ótimo marido que eu também queria ser.
Conclusão: Ajustando as Velas para Navegar a Dois.
Não foi fácil para mim entender e aceitar que, mesmo dando o meu máximo pela nossa família, eu ainda estava falhando em um ponto essencial.
Mas o diálogo salvou o nosso barco. Quando nos sentamos para conversar abertamente, conseguimos nos entender e, a partir dali, passamos a olhar mais um para o outro, e não apenas para a Maria.
Nós não vamos acertar sempre e nem ser perfeitos em tudo. O mundo mudou após os filhos. Cabe a nós aceitar essa nova realidade, buscar conhecimento e encontrar novas formas de caminhar juntos. Afinal, para guiar bem o nosso bebê em mar aberto, a tripulação principal precisa estar em sintonia.


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