Primeiros Passeios: Como sobreviver à logística de guerra com um bebê.

A preparação para um “bate e volta na Europa”.

Sair de casa nunca foi algo difícil ou demorado, era só esperar minha esposa terminar de se arrumar eu vestia a camiseta, pegava carteira e a chave do carro ou da moto e sair.
Mas com a chegada da Maria não mais, se for olhar a rua com ela precisa levar a bolsa da maternidade que mais parece o cinto de utilidade do Batman, só não tão discreto.
Para sair de casa por algumas horas precisa levar o enxoval quase completo, trocas de roupa, fraldas, mamadeira, lenço umidecido, trocador portátil, paninho de boca e se você esquecer algo, aquilo vai ser a primeira coisa que você vai precisar.

O Medo da “Primeira Expedição”.

Com o primeiro filho tudo dá medo, em casa você se sente confiante, tudo organizado para a hora da necessidade, tudo no devido lugar que vai ser usado e você sabe que se algo fora do normal acontecer está tudo bem, você está em casa e tudo o que precisa está ali.
Mas ao sair não, a preocupação para não esquecer nada essencial da bolsa do bebê, o ar-condicionado do carro dá medo de ligar, se o sol vai pegar no bebê, se ele vai chorar, tudo gera muita insegurança e medo muitas vezes.
E isso tudo é normal, com a paternidade aprendi que não vamos conseguir controlar tudo, então o jeito é se preparar da melhor maneira possível para a hora do perrengue. Tenha em mente que você consegue fazer tudo o que o seu bebê precisa de você.

O que levar na bolsa do bebê: O Kit de Sobrevivência.

Aqui mora a sua tranquilidade e o possível desespero, ao sair de casa monte a bolsa com o kit que não pode faltar. Fraldas: leve sempre uma a mais e, de preferência, coloque-as em um bolso da frente para pegar com facilidade. As trocas de roupas leve sempre uma a mais para o bebê e para você, nunca se sabe quando um acidente nuclear vai acontecer. Lenço umedecido e o trocador portátil tente deixar junto com as fraldas, você vai sempre utilizar todos juntos então já facilita o processo.

A mamadeira/chuquinha deixe em algum cantinho da bolsa que não vai atrapalhar quando for pegar alguma troca de roupa ou algo dentro da bolsa. O paninho de boca esse tem que estar no bolso lateral, isso vai te livrar de tomar um puxão de orelha da esposa por deixar o bebê “dela” com a boca/nariz sujos. Como eu já contei lá no post sobre a guerra nuclear do cocô bomba, faltar um item essencial na hora H é o maior pesadelo de um pai.

O Carro: O teste de paciência e o bebê conforto.

O carro normalmente é um grande aliado, por aqui acostumamos a Maria sempre andar sozinha no bebê conforto já que muitas vezes minha esposa iria sair sozinha com ela no carro, colocamos um espelho no encosto de cabeça do banco e regulamos o espelho retrovisor de dentro para ver como ela estava e assim podíamos dirigir e acompanhar ela quando fosse preciso.
O bebê conforto no início só tem o nome, o bebê geralmente fica parecendo totalmente desconfortável, mas com a Maria sempre funcionou como um sonífero, era andar poucos metros e ela dormir.
Mas com um bebê é um sempre uma caixinha de surpresas o que funcionou hoje, pode ser que em poucos dias já não funcione tão bem é uma loucura.

O Primeiro “Perrengue Chique” em Público.

Como já comentei em outros posts por aqui sempre sai para passear muito com a Maria ao longo dos primeiros meses, no início sempre ia com o carrinho e depois começamos a usar o “canguru” nos passeios, andava pelas ruas do bairro como se estivesse ninando e cantando para tentar fazer a Maria dormir, algumas vezes funcionou, em outras tantas voltava para casa com ela aos prantos.
Começamos a sair com a Maria para shoppings e passeios fora da casa dos avós por volta dos 4/5 meses, ela já tinha tomado as vacinas e tudo mais, então já estamos um pouco mais treinados, mas aquele cocô surpresa vazando da fralda e sujando a nossa roupa rolou algumas vezes.

A Recompensa: O mundo através dos olhos dela.

Cada momento dessa nova fase é muito gratificante, nos passeios pela rua ver os olhos deles olhando para as árvores, ouvindo os passarinhos e procurando eles, cada som que escutam eles procuram o que é. Sair de casa é sempre um evento, cheio de preparativos e coisas para fazer, mas ao chegar em locais novos os olhinhos brilhando olhando as luzes e as cores de ambientes novos, renova nossas energias na mesma hora e faz todo esforço valer a pena. A vida tem um tom diferente, nada mais é tão simples, mas aos poucos vamos nos adaptando e acostumando com a nova rotina.

1 comentário em “Primeiros Passeios: Como sobreviver à logística de guerra com um bebê.”

  1. Pingback: Vacina e Consultas: Como sobreviver aos dias de choro e proteger seu bebê. - Meu diário de pai de primeira viagem

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima