A Creche ou a Babá? Como o pai ajuda a guiar a transição sem culpa.

O Fim da Licença-Maternidade e o aperto no Peito.

A licença-maternidade chega ao fim inevitavelmente, mesmo para as mães que deixaram de trabalhar ela chega ao fim, nesses casos o luto é por outra perda, talvez a independência financeira que a mãe tinha ou até mesmo um trabalho que também era o sonho da mãe, assim como a maternidade.
Nós pais não passamos pelo mesmo processo, a nossa volta ao trabalho também é difícil como já falei no post sobre o retorno ao trabalho, mas em um momento diferente, muito mais cedo o que de certa forma facilita as coisas.


Contudo o pai sente no ar o peso dessa decisão que não pode ser tomada sozinha, mas a mãe muitas vezes assume que ela está abrindo mão dos cuidados com o bebê.
Por mais que nós já sabíamos que a minha esposa precisaria voltar a trabalhar por questões financeiras, quando a hora chega o aperto no peito bate, um certo desespero começa a assombrar cada dia que antecede o início da creche.

Creche vs. Babá vs. Família: O que colocar na balança?

O grande dilema.
A Creche/escolinha.
Pontos positivos: um ambiente muito bom para o desenvolvimento do bebê, proporcionar muitas atividades interativas, ambiente de grande socialização.
Pontos negativos: grande exposição a vírus, gripes, resfriado, viroses. Mas se o nariz entupido aparece, não desespere: use o nosso guia do pai contra gripes e resfriados para limpar o convés sem pânico.

A babá:
Pontos positivos: conforto da exclusividade, o bebê se mantém em um ambiente de costume.
Pontos negativos: processo de seleção rigoroso, mudança brusca no orçamento.

A rede de apoio (avós):
Pontos positivos: economia, cuidado com amor envolvido, conhecimento das rotinas e costumes do bebê.
Pontos negativos: pode gerar muitos conflitos sobre a autoridade sobre como educar ou criar as rotinas.

Não existe decisão fácil, contudo a decisão certa ao meu ver é a que cabe no bolso e conforta o coração na medida do possível. A separação vai doer, sentir um mínimo de paz na escolha faz muita diferença.

O Checklist de Inspeção do Pai na Visita à Creche.

Aqui é a hora da verdade, precisamos ter confiança no local e nas pessoas onde o nosso filho(a) vai ficar, ao chegar para conhecer alguma creche e você ou sua esposa não se sentir bem, aquele lugar não é para o seu filho.
Mas se encontra um lugar acessível e que traz conforto ao coração, faça uma breve análise que faz a diferença:
As tomadas estão protegidas ou são no alto? Há quinas perigosas?
Procure saber como é a higienização dos brinquedos e do trocador?
Qual é o protocolo deles se o bebê engasgar ou tiver febre alta?
Como as cuidadoras conversam e pegam os bebês no colo?
Elas parecem calmas ou sobrecarregadas?O ambiente é calmo e organizado?

O Período de Adaptação: O papel do pai como o porto seguro da mãe.

O período da adaptação não é só para o bebê, é também para a mãe que vai enfrentar por dias o bebê chorando na hora de entrar e vai dar aquele nó na garganta da mãe que muitas vezes vai chorar no carro depois de deixar o bebê.
O pai precisa ser a fortaleza, segurar o choro que muitas vezes vai ser preciso, dividir o peso de levar e/ou buscar sempre que possível, dar total apoio emocional a mãe que vai estar travando uma verdadeira guerra de sentimentos. Essa transição exige uma energia absurda da mulher e, como já conversamos no post sobre dividir a carga mental, antecipar os problemas alivia o sofrimento do casal.


As primeiras semanas não são fáceis, muitos sentimentos estão envolvidos e nao da para saber quanto tempo o bebê vai levar para se adaptar, a parceria do casal estando em dia vai aliviar boa parte do sofrimento e não deixar a culpa tomar conta dos sentimentos.
Quando o bebê começa a se adaptar levar para a creche começa a ser algo prazeroso, pois o bebê começa a mostrar que está bem lá.

Conclusão: O Ninho Ficou Pequeno, o Mundo Ficou Maior.

Esse movimento de transição é bem doloroso no começo e causa muita insegurança, quando bebê chora ao deixarmos ele na creche ou quando pega o primeiro resfriado, vamos pensar nisso por muito tempo e muitas vezes até nos culpamos por isso.
Mas em muitas realidades essa é a única ação possível e faz parte da vida. O bebê uma hora ou outra vai precisar aprender que existe um mundo além da casa e a creche/escolinha vai fazer parte desse processo.
O ficar doente vai acontecer com 5/6 meses ou 1, 2 anos, parece que nunca vai ser a hora de deixar ele ir.
Ao construir uma base sólida em casa essa separação se torna mais confiável, pois fazemos um bom trabalho em casa e o bebê aprende desde sempre onde sempre vai ser o seu lugar.

Por aqui a Maria vai para a creche desde os 6 meses, conseguimos observar a alegria quando ela chega na escolinha, corre para ir nos brinquedos, interagindo com os amiguinhos e “tias” da creche. Ainda assim as vezes quando vemos algum vídeo/foto das atividades, nos pegamos pensando “tadinha, está lá sozinha sem ninguém da família dela por perto” e está tudo bem, também faz parte.

1 comentário em “A Creche ou a Babá? Como o pai ajuda a guiar a transição sem culpa.”

  1. Pingback: Socorro, meu filho virou um mini-ditador! Como o pai deve agir na fase das primeiras birras - Meu diário de pai de primeira viagem

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