A Armadilha do “Eu Ajudo em Casa”.
A paternidade real não é fácil, ela exige muita dedicação, esforço, paciência, sabedoria, entre muitas coisas que precisamos aprender com o passar dos dias.
Mas entre tudo isso, pai não ajuda, ele exerce a paternidade. Quem pode dizer que ajuda são da rede de apoio que vem em algum dia específico e nos dá um suporte.
O pai ele deve assumir o seu papel e não deixar como se toda a responsabilidade e obrigações fossem apenas da mãe e ele está fazendo algum tipo de favor.
O que é a Carga Mental.
O cansaço da mãe não é só físico ou por ter passado a noite amamentando ou por trocar muitas fraldas.
Mas sim por toda a responsabilidade que vem com o bebê, toda a carga emocional e o medo de não ser boa o suficiente ou fazer algo errado.
O cansaço é por ter que gerenciar tudo, lembrar que a fralda está acabando, as vacinas do mês ou que as roupas número 3 não servem mais.
Pensar em tudo sozinha vai sobrecar e esgotar a mãe rapidamente.
A Síndrome do “Você não me pediu”.
Esse é um erro muito comum e precisamos lidar com ele o mais rápido possível, a mãe muitas vezes vai estar exausta e vai esquecer de algumas coisas.
Nesse barco não podemos esperar ordens e sim conseguir entender o que está acontecendo, o que a mãe e o bebê precisam e agir.
Precisamos apenas do incentivo visual para realizar alguma ação, olhar para a mãe e ver que ela está a horas se beber água e levar um copo com água isso é um cuidado básico, mas que faz bastante diferença no dia a dia.
Dividindo Responsabilidades, não apenas Tarefas (Ação Prática).
O nosso papel não é apenas sair para passear ou brincar com o bebê e dar algum tempo de descanso para a mãe, precisamos assumir também as responsabilidades nas tarefas.
Como assim vocês podem me perguntar:
Nós podemos assumir o controle total do estoque: monitorar a quantidade de fraldas, conferir os lenços umedecidos e fazer as compras antes que o último pacote acabe.
Tomar algumas responsabilidades para você e deixar a sua esposa focada em cuidar do bebê sem precisar se preocupar com coisas que nós podemos cuidar.
Conclusão: Duas Mãos no Leme.
Acima de toda dificuldade somos um casal e a parceria precisa prevalecer. Entender que dividir a carga mental não é só com o bebê é sobre proteger a mulher que você ama e que agora ainda é a mãe do seu filho.
Quando os dois dividem o peso ninguém se sobrecarrega e as coisas fluem muito mais tranquilas e sobra mais tempo para o casal respirar e aproveitar essa nova fase que não é só de lutas.Quando os dois dividem o peso, ninguém se sobrecarrega, as coisas fluem muito mais tranquilas e sobra mais tempo para o casal respirar. Como eu já escrevi no artigo sobre [o casal após os filhos], o cansaço invisível é o maior inimigo do romance. Dividir essa carga mental é o primeiro passo para resgatar o seu casamento.
Ter um filho muda a nossa vida em todos os sentidos, se deixarmos o cansaço nos engolir vamos enxergar tudo como sofrimento e vamos perder a melhor parte da paternidade/maternidade.
Que para mim é ver toda a evolução da nossa Maria e saber que estamos fazendo o nosso melhor.

