O Maior Medo de um Pai: O nó na garganta antes do primeiro susto.
Com o nascimento do bebê, precisa nascer um pai e uma mãe, esse processo parece mais natural para a mãe e um pouco mais necessário para o pai.
Quando a Maria foi para casa eu só pensava se estava fazendo as coisas do jeito certo, o medo de machucar, deixar cair e o pior sentimento ao meu ver era “se ela engasgar eu vou realmente conseguir agir da maneira correta?”
Tudo o que acontece nos primeiros dias em casa da medo, uma golfada mais forte, alguma peça de brinquedo perdida ou até mesmo a saliva apresentam riscos reais.
Ainda na maternidade tire todas as dúvidas básicas que puder, quando vêr as enfermeiras fazendo algo, preste atenção e pergunte porque daquela ação e para que serve.
Engasgo Real vs. Reflexo de GAG: Aprendendo a diferenciar.
No começo pensamos que o bebê vai engasgar a qualquer momento, mas o engasgar não acontece por qualquer coisa.
O silêncio nesse momento é ensurdecedor, pois é nele que está grande perigo.
O engasgo é o bloqueio total das vias aéreas, ou seja não passa absolutamente nenhum ar.
Como identificar: falta de ar e os lábios roxos.
Se o bebê está chorando, tossindo ou emitindo qualquer som o ar está passando.
O reflexo de GAG é um mecanismo natural em que o bebê parece estar engasgado, mas ele tosse ou faz ânsia para empurrar o que está na garganta para fora da boca.
O Plano de Ação: A Manobra de Heimlich em Bebês (Passo a Passo).
- O Passo a Passo (Menores de 1 ano):
Posicionamento: Colocar o bebê de bruços sobre o seu antebraço, inclinado levemente para baixo (a cabeça mais baixa que o corpo), apoiando a mandíbula com os dedos (sem apertar o pescoço). - Os Golpes: Dar 5 batidas firmes com o calcanhar da mão nas costas do bebê (entre as escápulas).
- A Virada e Desobstrução: Virar o bebê de frente (ainda inclinado para baixo no seu braço) e efetuar 5 compressões no centro do peito (na linha dos mamilos) com dois dedos.
- Repetição: Repetir o ciclo até o bebê expelir o objeto ou chorar.
O que NUNCA fazer na hora do desespero.
Durante todo esse tempo de aprendizado da paternidade, eu aprendi que o principal é manter a calma e o raciocínio buscando entender o que de fato está acontecendo e encontrar soluções.
Mas nesse caso em específico existem algumas ações que não podemos cometer para não piorar a situação.
Não colocar o dedo às cegas na boca do bebê (você pode empurrar o objeto ainda mais para baixo), não sacudir o bebê pelas pernas de ponta-cabeça e não perder tempo tentando dar água.
Blindando a Casa: Como prevenir os riscos.
Nos primeiros meses antes da introdução alimentar, os perigos estão aos nossos olhos, moedas, botões, peças pequenas de brinquedo, tampa de caneta, tudo o que for pequeno e estiver no chão se torna um perigo.
Vasculhe sempre os locais onde o bebê vai ficar para garantir que nenhum desses objetos esteja ao alcance dele é o primeiro meio da prevenção.
Durante a amamentação sempre observar a forma que o bebê está mamando, se o fluxo estiver muito rápido, dar pausas para que ele respire.
Buscar cursos de primeiros socorros é fundamental, estar minimamente preparado é o que vai fazer a diferença em casos de emergência.
Conclusão: Conhecimento é o melhor colete salva-vidas.
O objetivo não é pânico, é prontidão. Saber como conduzir o barco em meio as tempestades é o segredo para chegar em terra firme.
Não vamos saber tudo, o que precisamos é estar o mais preparado possível para agir da melhor maneira e correr menos riscos.
Os pais precisam estar preparados para as adversidades e os dois ter o conhecimento para agir e manter o controle da situação.
O medo nos mantém em alerta e prontidão, mas a falta de conhecimento nos coloca em situações de pânico. O conhecimento nos torna capazes de agir e resolver os problemas aliviando o medo.


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