O Desafio do Tapete: O que fazer depois que o chocalho perde a graça?
Eu pensava que quando fossemos para casa faríamos muitas atividades juntos, que os brinquedos que tínhamos comprado e ganhado seriam um sucesso.
Aí nós lemos que para o desenvolvimento do bebê o melhor amigo é o tummy time, então colocamos o bebê no chão e 1 minuto depois ele já está chorando, aí começamos a brincar com um chocalho e ele se interessa, para 2 minutos depois já não ligar mais e estar chorando de novo querendo sair dali.
Ficamos olhando para o bebê pensando: “e agora? O que eu faço até a próxima soneca/mamada”.
Essa primeira fase das brincadeiras e estímulos é muito frustrante, porque pensamos que vai ser algo natural brincar com o bebê, mas exige criatividade e paciência que precisamos aprender.
O Chão como o Melhor Playground.
Tudo está conectado para o real desenvolvimento do bebê.
Vamos pensar assim, para o desenvolvimento motor o chão é o maior aliado, é onde o bebê vai adquirir a força necessária para rolar, sentar e futuramente engatinhar. Esse é o poder do chão no desenvolvimento.
O desenvolvimento afetivo vai ser no cuidado diário, dar colo quando necessário, dar mama, respeitar os horários do bebê e bastante conversa.
Aqueles brinquedos caros e eletrônicos cheios de luzes e movimentos enchem os nossos olhos, mas se apagam para o bebê minutos após serem ligados. No início eles não se prendem a nada à não ser o horário de mamar e dormir.
Roteiro de Brincadeiras Práticas (Por Fase).
No início nada funciona muito bem, o bebê vai ficar poucos minutos no chão e vai querer sair, mas com o tempo ele vai aceitando e querendo mais estímulos.
Os Estímulos:
O Poder do Tummy Time (De Bruços): colocar o bebê de bruços para fortalecer o pescoço é o primeiro passa. Colocar um espelho na frente dele ou você deitar na frente para fazer caretas, conversar com o bebê, vai ajudar a segurar ele ali por mais tempo.
Seguindo o Alvo (Foco Visual): Cartões de alto contraste como branco e preto costumam fazer sucesso nessa fase. O segredo é manter próximos do bebê e movê-los devagar para ele acompanhar.
O “Cadê o Papai? Achou!”: Essa por tempos vai ser a preferida, cobrir o rosto com as mãos e ou objetos e aparecer em seguida vai tirar muitos sorrisos além de ajudar o bebê a entender a permanência do objeto (saber que você continua existindo mesmo atrás do pano).
Texturas nos Pés e Mãos: Passar diferentes texturas (um lenço de seda, uma toalha felpuda, uma esponja macia) nos pezinhos e mãos do bebê para ativar os sensores táteis.
Sons e visuais: Sempre conversamos muito com a Maria, colocávamos músicas na Alexa e contávamos juntos, contávamos histórias e íamos mostrando as imagens dos livros para ela.
Passeios ao ar livre: Aqui está um grande aliado para todos os momentos do desenvolvimento, desperta curiosidade, prende a atenção, conhece novos ambientes e sons.
O Nosso Papel: Menos Telas, Mais Presença.
Existem inúmeros estudos mostrando o prejuízo para o desenvolvimento do bebê que as telas causam.
O celular ou a TV não substituem a nossa interação. O seu filho não nasceu para ficar estático, mas sim para explorar o mundo através da nossa presença. Ele não nasceu para ficar quieto e sim para se desenvolver e aprender.
Estar presente vai nos tirar do conforto também, primeiro vamos precisar nos desligar das telas também, os melhores estímulos no início são a nossa voz aliada a nossa fisionomia em movimento que vão fazer o cérebro do bebê se desenvolvendo de uma maneira saudável.
Ferramentas de apoio.
Tapete de Atividades Térmico/Emborrachado: Onde a Maria passou a maior parte do tempo de chão com segurança.
Livros e Cartões de Alto Contraste: Excelentes para prender a atenção deles no início, os livros de pano para eles brincarem sem problemas e livros de banho também ajudam.
Espelho Inquebrável para Bebês: Perfeito para o Tummy Time ficar divertido e durar um pouco mais.
Chocalhos de Pulso e Tornozelo: Para quando eles descobrem que mexer os pés e mãos gera som.
Cadeirinha de balanço e tapete musical: A cadeirinha de balanço salvou nossos cafés da manhã e o tapetinho musical faz o bebê gastar um bom tanto de energia.
Conclusão: Construindo Memórias a 20 Centímetros do Chão.
Ninguém falou que seria fácil né? O desafio é bem grande e exige bastante consistência e dedicação, no começo as brincadeiras não vão durar muito tempo, mas cada minuto de brincadeiras no chão é um tijolo a mais na força física dele e no vínculo entre vocês.
Tudo se resume a aproveitar os momentos que temos, eles não vão lembrar dessas coisas, mas esses momentos criam um vínculo que vai se fortalecendo com o tempo.
Quando dizem que passa rápido demais nós não acreditamos até começarmos a perceber o quão rápido realmente é, logo eles não vão precisar tanto de nós para brincar e mais um pouco a frente não vão nos querer para brincar, então aproveitar cada momento é essencial.

